#42 De tolerantes a intolerados (A tentativa Cristã de agradar o mundo).

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Como os cristãos perderam as instituições fundadas sobre os princípios bíblicos como Yale, Harvard e Princeton para os humanistas?

Caso não saiba, Harvard possuía uma exigência onde os alunos deveriam basear seus estudos nos princípios da cosmovisão cristã, onde Jesus era o centro.

Tal exigência ocorreu em 1636 através da declaração:

“Que cada aluno seja instruído de forma plena sobre, e incisivamente pressionado a considerar bem, o objetivo final de sua vida e estudos: Conhecer a Deus e a Jesus Cristo, que é a vida Eterna (Jo 17:3), e assim colocar Cristo como único fundamento de todo o sólido conhecimento e aprendizado. E tendo em vista que só o Senhor concede sabedoria, cada um se ponha seriamente em oração secreta para busca-lá nEle (Pv 2:3).

Simples… mas profundo!

A conquista pelos humanistas ocorreu através de um espírito aparentemente generoso, onde a aceitação de diversos pontos de vista considerados menos ortodoxos, proporcionou a corrosão dos pilares sobre o qual Harvard estava.

A tolerância passou a ser o ponto chave a partir de então.

Atualmente não é diferente. Vemos em diversos lugares, vários Cristãos caindo na armadilha da Tolerância. Abrindo mão de sua em nome de um viver pacífico, uma jornada de Paz.

Mas… o que é tolerância? E até que ponto devemos ser tolerantes
Quem criou a tolerância?

Tais perguntas podem parece bobas em primeira instância, mas na verdade elas são extremamente decisivas para determinar a maneira na qual imaginamos de fato a vida Cristã.

Devemos refletir, pensar, analisar… Como estamos vivendo. Glorificamos de fato a Deus, ou glorificamos a nós mesmos?

A quem devemos agradar?

Ter uma compreensão de quem realmente adoramos é de suma importância para revelar em quem nós cremos… Em Deus, ou no homem!

Pense nisso!
por – Diego Antunes

#41 Palavras Erradas

Resposta ao verbo da vida


Esta é uma resposta ao Maná Diário da Igreja Verbo da Vida, publicada no dia 06/03/18 no site: http://verbodavida.org.br/mana-diario/6-de-marco-palavras-erradas/ 

 

Palavras Erradas

 

O que guarda a boca e a língua guarda das angústias a sua alma“. (Provérbios 21:23)

A referida publicação apresenta o texto bíblico de Provérbios como base de sua argumentação. Vamos fazer uma análise bíblica de toda a reflexão. Vamos lá!

Em resumo, a ideia baseada no texto é de que o motivo de muitas vezes passarmos por aflições, é nossa responsabilidade. Que nós somos os culpados, e tal ideia é ligada a sentença de que “o não conservar o controle de nossas bocas e línguas”, nos levará a proferir palavras erradas.
De fato, isso é verdade. Quantas vezes pessoas não arrumam discussões e confusões por fofocas, mentiras e etc… É algo que precisamos ficar sempre atentos.
(Mas em momento algum o autor apresenta a sentença nesse sentido. Ele nem sequer cita algo do tipo, o que é muito preocupante).

Prossigamos

Depois disso, o autor usa o texto de Jó 3:25, que diz: “Após as aflições terem sobrevindo a jó, este disse: Por que o que eu temia me veio, e o que receava me aconteceu?” e completa com a seguinte afirmação: *Jó abriu a porta e deixou que o diabo entrasse!*

É… Agora a coisa ficou esquisita!

Baseado no texto de Jó, podemos ver que, sem explicação alguma, o autor do texto afirma que Satanás pode nos controlar quando falamos palavras erradas. Ele diz: *Palavras desse tipo dão a Satanás domínio sobre nós e criam problemas*.

Como assim?? De onde realmente o autor tirou essa ideia? Do texto de Provérbios ou do texto de Jó? Muito confuso!!!

Independente dessa confusão feita pelo autor, vamos analisar os dois textos, a começar pelo texto de Provérbios.

 

1 – (O texto de provérbios)

 

A primeira pergunta simples que precisamos fazer é: Este texto de Provérbios 21:23 está tratando deste assunto e desta forma na qual é deduzida da reflexão? O texto nos ensina que não devemos falar palavras de derrota? E que trazemos aflição por falarmos palavras de derrota? Ou que palavras de fracasso são erradas, pois não podemos contar um problema verídico que ocorreu em nossas vidas, senão o nosso sucesso é impedido por satanás?

O texto de provérbios ensina isso? É óbvio que não!

Pra responder da forma mais simples possível, leiamos o verso bíblico na linguagem NVI que diz assim:

Quem reflete antes de falar evita muitos dissabores e sofrimentos“. (Provérbios 21:23 NVI)

Hum… E agora? Clareou mais as idéias não é?

O texto de Provérbios não trata absolutamente de nada que o autor da reflexão propõe e deduz a partir dele. É um erro grotesco, fundamentado numa falta de interpretação correta do texto bíblico. O autor distorce o texto para apoiar a sua ideia, manipulando a Escritura. É um papel lamentável por sinal.

Este provérbio trata sempre de um comparativo entre o Sábio/Justo e o Tolo/Perverso

No cap 21:23 temos o justo: Aquele que guarda a boca e a língua… É aquele que reflete (NVI) antes de falar. Primeiro ele reflete e depois fala, como está retratado em Tiago 1:19 “Assim, meus queridos irmãos, tende estes princípios em mente: Toda pessoa deve estar pronta para ouvir, mas tardio para falar e lento para se irar“.

Enquanto no verso 24 fala do tolo, que é aquele que zomba, é soberbo (usa sua boca e língua para contar vantagens) e é arrogante. O contrário do sábio.

Percebam que o sábio é aquele que guarda a sua boca e língua para não agir igual ao tolo. Simples! Esse é o motivo dele refletir antes de falar.

Portanto, Provérbios 21:23 não se refere em momento algum de alguém que Dá a satanás domínio sobre ele por falar ou deixar de falar algo, como diz o autor na reflexão. Isso é algo muito simples de ser entendido. Porém… É algo distorcido no texto. E o problema da reflexão se agrava quando as *palavras erradas* são intituladas no texto como palavras de *derrota*.

É outro problema grave! Pois esse movimento de Confissão Positiva que é a versão cristianizada do movimento do Pensamento positivo, onde as pessoas decretam isso ou aquilo, decretam vitória sobre seus problemas, e isso é sempre confundido com . Não são poucas as pessoas que usam o jargão evangélico: “Tá decretado!”. Com uma análise bíblica simples, podemos ver nas escrituras sagradas que o termo “decreto” pertence somente ao Senhor de Toda Glória. Os Decretos eternos de Deus são exclusivos de Sua pessoa o qual fez desde a Eternidade basta analisarmos: Sl 33.11; Is 14.26-27; 46.9-10; Dn 4.34-35; Mt 10.29-30; Lc 22.22; At 2.23; 4.27-28; 17.26; Rm 4.18; 8.18-30; I Co 2.7; Ef 1.11; 2.10; II Tm 1.8-9; I Pe 1.18-20 (E eu desafio a todos que cofiram). Estes textos demonstram que Deus tem um propósito, ou um plano, para o Universo que criou. Este plano existe antes da criação. É um plano sábio, de acordo com o conselho de Deus. Ninguém pode anulá-lo, pois é Eterno. Mas… infelizmente, muitos colocam nessas coisas a solução para os problemas diários, (eu decreto isso, eu decreto aquilo) e o autor da reflexão deixa de forma clara que pensa de tal maneira, e que defende esse pragmatismo presente na Teologia da Prosperidade (um verdadeiro Câncer espiritual) quando deixa dedutível em sua reflexão.

E aqui é outro problema, pois infelizmente não daria para tratarmos nesse texto de forma total, pois o deixaria extenso demais.

Mas deixo um link para que você possa conhecer melhor a respeito disso:

http://www.monergismo.com/textos/seitas_heresias/poder_palavras_antonio.htm

Agora analisemos o texto de Jó.

 

2 – (O texto de Jó)

 

Podemos notar que, de fato, sem explicação alguma do autor do texto, nos é apresentado que Satanás pode nos controlar quando falamos “palavras erradas”.  Baseado no texto de Jó 3:25, o autor diz: *Palavras desse tipo dão a Satanás domínio sobre nós e criam problemas*.

Hum… Será mesmo? O que Jó está a falar nesse texto? Vamos analisar!

Todos nós sabemos que Jó era homem reto e íntegro diante de Deus (Jó 1:1) e que nada fez para merecer passar por tamanha aflição. (Isso por si só já refuta a afirmação do autor da reflexão, que tem a petulância de falar que: Jó abriu a porta e deixou que o diabo entrasse!) 

Isso é ridículo! O autor deveria ler mais a Bíblia dele, pois se lesse, jamais falaria tamanha besteira. Como alguém pode falar uma bobagem dessas. E como pode alguém acreditar numa bobagem dessas?!? Seria cômico se não fosse calamitoso! Um verdadeiro absurdo.

Abra a sua bíblia, vamos ler!

O que se segue é:

1Satanás apresenta-se a Deus (Jó 1:6)

2Deus pergunta para Satanás se ele observou seu servo , pois não havia ninguém na terra semelhante a ele, temente a Deus e que se desvia do mal. (Jó 1:8). Aqui mais uma vez a palavra de Deus contradiz o autor da reflexão. Pois como foi que Jó -*Abriu a porta e deixou que o diabo entrasse* (como disse o autor da reflexão) – se vemos na escritura sagrada que Jó “teme a Deus e se desvia do mal“? (Jó 1:8) seria uma contradição lógica a afirmar isso. O que de fato é!

Surge a pergunta: Quem estaria certo nesse caso? O autor da reflexão, ou a Escritura? É óbvio que a Escritura está certa! O que demonstra o disparate do autor da reflexão, trazendo à tona sua incoerência escriturística, lógica e hermenêutica.

3Satanás responde ao Senhor dizendo que Jó somente é  “temente a Deus” porque Deus o dá sempre em abundância. E que se Deus trouxesse aflição, tirando tudo o quanto Jó possuía, ele blasfemaria contra Deus (Jó 1:9-11). E no decorrer da história de Jó, fica claro que não são as palavras dele (Jó) que trazem aflição para si mesmo (como diz o autor da reflexão), mas sim, a inveja e o pedido de Satanás ao Senhor, para que fosse retirado dele, tudo o quanto ele possuía, e mais adiante que tocasse em sua carne.

Portanto… vemos graves distorções da Palavra de Deus contidas nesta reflexão, que aparentemente traz uma ideia positiva travestida de auto-ajuda, mas que envergonha a verdadeira Palavra de Deus.

E se você, de fato é um cristão verdadeiro, não deveria se associar com qualquer ideia do tipo!

Lembrando sempre que todo aquele que alterar a Palavra de Deus, sofrerá sua punição no tempo devido:


“Portanto, declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar algo, Deus lhe acrescentará os flagelos descritos neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na Cidade Santa, que são descritas neste livro.”

(Apocalipse 22:18-19)


Arrependa-se e creia no verdadeiro evangelho!

Por – Diego Antunes

GORDON CLARK: LER OU NÃO LER?

Um Teólogo Batista

Gordon Haddon Clark, nascido em 31 de agosto de 1902 e falecido em 9 de abril de 1985, era um filósofo americano e um teólogo calvinista do século XX.

Infelizmente, pouco se é conhecido sobre Gordon Clark no meio evangélico moderno. É certo que o cenário atual descreve bem a falta de apego à Escritura, o que era ensinado de forma veemente por Clark. Além disso, Clark possuía um foco grande na apologética cristã (a defesa da fé) e apresentava, por detrás dessas defesas, argumentos filosóficos extraídos da Palavra de Deus. Qualquer amante de teologia e filosofia cristã, ao ler Gordon Clark, ficará encantado com seus ensinamentos e reconhecerá, sem sombra de dúvidas, que veio da parte de Deus.

Escrevo esse artigo de forma objetiva e sucinta, para apresentar a vocês um homem de Deus, falível e errante como João Calvino, Charles Spurgeon, John Piper, Augustus Nicodemus, eu e também você. Nas redes sociais, talvez…

Ver o post original 280 mais palavras

#40 Por onde Começamos?

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Por onde começamos?

Você já parou para pensar que tudo o quanto acreditamos, está diretamente ligado a um ponto de partida? Calma! Deixa eu explicar melhor.

Tudo o quanto acreditamos é dependente de algo superior a nós mesmos, que torna-se a autoridade na qual submetemos o nosso pensamento, aceitando e aplicando total ou parcialmente as nossas convicções. Podemos chamar isso de Ponto de partida, ou Primeiro Principio, uma Autoridade.

Na mitologia grega, Atlas (também chamado de Atlante, filho do Titã Jápeto, e irmão de Prometeu), foi condenado por Zeus a sustentar para sempre nos ombros, o céu. Podemos lembrar bem das pinturas onde Atlas aparece Carregando toda a terra em seus ombros.

Diante do Mito de Atlas, percebemos um problema: O que Atlas utiliza de apoio para sustentar a terra em seus ombros? Sobre o que ele está pisando para tal feito?

Percebam que falta um ponto de referência para que isso seja possível. Falta um ponto de apoio, pois sem isso, seria impossível para Atlas sustentar a Terra em seus ombros.

Da mesma forma é em nossa vida. Precisamos de um ponto de partida (um Primeiro Principio), um Autoridade para seguirmos. Deixando mais claro, poderíamos dizer que as nossas convicções são derivadas e dependentes desse ponto de partida, e sem um ponto de partida Sólido, ficamos na mesma situação que Atlas, Impossibilitados de sustentar (a terra em seus ombros) aquilo que cremos ser verdade.

Muitos Cristãos frequentemente tem apelado a sí mesmos como autoridade, o que os tornam incapazes de justificar suas convicções. Somente uma autoridade fora do Homem é capaz de justificar suas convicções, pois não faz sentido algum chamar a lua de sol, Mais de Menos, Água de fogo, A de B, Amor de Ódio, ou Dormir de estar acordado (apesar de muitas pessoas o fazerem). Todo argumento apresentado nos leva sempre de volta ao único e principal ponto de referência a partir do qual aquele que argumenta apela à autoridade para apoiar (Justificar) sua Cosmovisão, naquilo que ele Acredita como verdadeiro.

Um exemplo simples desse ponto de referência (um ponto de partida, um primeiro principio, uma Autoridade) é a opinião profissional de alguém. Mas… tais profissionais não são autoridades de sí mesmas, certamente eles possuem o ponto de referência deles, apelando para tal e justificando suas convicções. Aquilo que para eles servem como critério a ser imitado, seja isso uma verdade ou uma mentira.

Para o Cristão o único ponto de referência (ponto de partida, primeiro principio, Autoridade) que deve existir, é a Escritura Sagrada. Pois sabemos que Ela é a Palavra de próprio Deus (Jó 32.8; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21), e que jamais passará (Is 40.8). Através dela o Cristão poderá discernir a verdade da mentira, o certo do errado. Somente a Escritura Sagrada possui uma base sólida e aplicável a toda e qualquer situação, por meio de deduções e conclusões diretas. Sem a Escritura sagrada, a revelação especial de Deus, jamais saberíamos como viver diante dos atuais desafios de nossa fé.

Portanto, aqui está a resposta da pergunta: Por onde começamos?
A resposta é simples e direta: Pela Escritura Sagrada, a Palavra de Deus!

Soli Deo Gloria

 

 

Por – Diego Antunes

#39 O lamentável abandono Cristão

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É lamentável ver que pelo simples fato de muitos Cristãos não desejarem ser rotulados como intolerantes, cada vez mais abraçam a Cultura atual, que é contrária a palavra de Deus com suas bestialidades. O importante para estes é “se sentir bem” (Música “Pontes indestrutíveis da Banda Charlie Brown Jr).

Eles se esquecem que De fato, todas as pessoas que almejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidas (2 Tm 3:12), e que precisarão lutar diáriamente contra as suas vontades carnais, pois já crucificaram a carne com suas paixões e seus desejos, em Cristo Jesus (Gl 5:24).

Não há o que temer! Não existem motivos que leve qualquer cristão a abandonar a verdade da palavra de Deus em detrimento de sua suposta Liberdade. Fazer isto é trocar o certo pelo duvidoso, o amor pelas trevas, Cristo pelo mundo e suas paixões. Fazer isto é uma real demonstração de ódio para com Deus. Fomos na verdade, chamados para ser sal e luz e não doces ou travessuras.

Esse medo, o medo de ser perseguido virtual ou fisicamente, não deveria sequer existir no coração de um Cristão verdadeiro, pois a misericórdia soberana de Deus é o motivo de não sermos aniquilados (Lm 3:22), de modo que absolutamente nada, nada poderia fazer com que esquecêssemos de suas promessas, muito menos nos afastar do amor de Deus (Rm 8:38-39), e disso o Apóstolo Paulo tinha habsoluta certeza, pois suas palavras convictas nos ensinam que a Fé não é uma obra humana, mas um Dom de Deus (Ef 2:8) que nos Salva e nos traz a paz por meio do Sacrifício vicário de Cristo na cruz do calvário, sacrificio de esperança (1Ts 5:8).

O falso ensino (falsa doutrina), apodrece a alma, desfalece o corpo, mata o indivíduo!
Não é à toa que Tito recebe uma instrução específica de Paulo acerca de como um Bispo deveria viver:

e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela“. (Tt 1:9)

Paulo faz questão de exortar a Tito para apegar-se de maneira firme à mensagem Fiel da mesma forma na qual ela foi ensinada a ele, com o objetivo de que ele fosse capaz de encorajar seus irmãos por meio da sã doutrina, e assim, refutar todo os opositóres da verdade. Percebam que Paulo não está para brincadeiras, ele escreve esta carta para direcionar Tito na meneira na qual ele deveira agir diante dos problemas na Igreja de Creta, pondo ordem no que faltava (Tt 1:5), e isso somente era e é, por meio da sã doutrina.

Assim como as pessoas que viviam naquele período, são essas pessoas que abrem mão da verdade diante de qualquer oposição ao Evangelho de Jesus Cristo, por não terem a sã doutrina, pois Eles afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos o negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra (Tt 1:16).

A minha oração é para que a Igreja vença a preguiça intelectual a qual tem prevalecido nos corações de muitos, e que esse abandono da palavra nos tempos de tribulações leves e momentãneas, que não podem ser comparadas ao peso de Glória do Porvir, acabe. Que esses Cristãos parem de se acomodar, passando a defender a Palavra de Deus, se preciso for, da mesma forma na qual Paulo, Pedro e muitos outros mártires fizeram, dando a sua própria vida.

Soli Deo Glória

PorDiego Antunes

Pintura – “Últimas orações dos mártires cristãos” / Jean Léon Gérôme – óleo sobre tela – 1883 – (Walters Art Museum (United States))

#38 A pecaminosidade do ímpio e o amor misericordioso da aliança de Deus (Uma análise do Salmo 36)

 

Podemos dividir este salmo de Davi ao mestre de canto em 5 partes:

1 – v1: O ímpio e sua (filosofia) forma de Vida.
2 – v2-4: As características do ímpio
3 – v5-8: As características do Senhor
4 – v9-11: As características dos que conhecem o Senhor
5 – v12: O ímpio e seu destino final

Existe nesse salmo, uma escolha a ser feita, que determinará o tipo de vida que teremos agora e o destino futuro que nos aguarda, ou seja:

A escolha é o reflexo (da nossa reação) à revelação de Deus, e não o oposto“.

Se rejeitarmos essa revelação, estaremos condenados a ouvir o nosso próprio coração e também, a viver uma vida sem valores. Em contrapartida, receber a revelação de Deus é ter vida, luz, abundância e total proteção.

1 – v1: O ímpio e sua (filosofia) forma de Vida

v1. “Há no coração do ímpio a voz da transgressão; não há temor de Deus diante de seus olhos”.

Sabemos que quando o Senhor converte alguem, isso ocorre diante da profecia de Ezequiel 36:26: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”.

O Senhor dá um novo Coração! De tal forma, o Senhor passa a habitar totalmente nesse novo coração, onde torna-se o Seu comandante. Diferentemente do coração do Cristão, o ímpio possui um coração de Pedra (um coração duro) dominado por uma voz maligna, A voz da Transgressão, uma palavra de autoridade. A rebelião opera em seu coração!
Não há temor de Deus diante de seus olhos. E a questão não é se Deus existe ou não, mas se Ele é importante. Não é a existência de Deus, mas sim a sua relevância.
Muitas pessoas agem dessa forma o tempo todo. Inclusive de muitos crentes de vez em quando. Não como declaração, mas como praticidade diária… Vivem demonstrando não se importarem, não temerem a Deus.

2v2-4: As características do ímpio

v2. “Porque a transgressão o lisonjeia a seus olhos e lhe diz que a sua iniqüidade não há de ser descoberta, nem detestada.
v3. As palavras de sua boca são malícia e dolo; abjurou o discernimento e a prática do bem.
v4. No seu leito, maquina a perversidade, detém-se em caminho que não é bom, não se despega do mal”.

Para o ímpio a transgressão é algo bom, ele tem prazer (não na lei de Deus, como o Justo) no pecado. Ele escuta seus próprios conselhos, fazendo-o achar que sua iniquidade jamais será descoberta, nem detestada. Isso explica quando muitas pessoas amam o mau por sentirem prazer, e muitas das vezes encontram pessoas que aplaudem suas atitudes detestáveis diante de Deus, aumentando ainda mais seu gozo pela transgressão.

Sua soberba é notória ao mundo.
Ele acha que não precisa prestar contas a ninguém.
Ele é mau tanto em palavras quanto em ações.

Sem o temor de Deus não existem padrões objetivos para a vida. A sua malicia exemplifica uma vida tortuosa e desvirtuada. Ele maquina a perversidade em seu próprio leito. não se apartando do que mal.

3v5-8: As características do Senhor

v5. “A tua benignidade, SENHOR , chega até aos céus, até às nuvens, a tua fidelidade.
v6. A tua justiça é como as montanhas de Deus ; os teus juízos, como um abismo profundo. Tu,SENHOR , preservas os homens e os animais.
v7. Como é preciosa, ó Deus , a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas.
v8. Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber”.

Totalmente diferente do ímpio, as características do Senhor trazem consequências benéficas e majestosas a vida dos seus filhos. O Salmista faz questão de contrastar a vida do Ímpio com a Aliança do Senhor, pois o Senhor traz em sua Aliança consequências eternamente boas, enquanto que o ímpio em sua vida traz momentaneamente gozo por desfrutar de uma vida transgressora, mas que eternamente sofrerá as consequências de tais transgressões não perdoadas.

A benignidade do Senhor é o amor que brota de um real compromisso voluntario, amor esse que é imutável. A sua Aliança é definida como o Seu amor imerecido.
A ideia de Chega até os céus ilustra a grandeza do Seu amor, que não podemos alcançar por nós mesmos, que está totalmente além de nós.

Fidelidade é o caráter revelado de Deus.
Enquanto infidelidade é o caráter do ímpio.

As promessas de Deus são cumpridas no tempo devido, pois Ele é o Deus perfeito.
A Santidade de Deus, trazidas em princípios morais (descrita em seus mandamentos) nos requer práticas justas, em obediência a sua vontade Santa.
Deus preserva toda a Criação. O que seria de nós se não fosse esse Deus amoroso e misericordioso, que por sua benevolência universal nos protege, nos farta, e noa satisfaz, assim como os rios do Éden Gn2:10.

4v9-11: As características dos que conhecem o Senhor

v9. “Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.
v10. Continua a tua benignidade aos que te conhecem, e a tua justiça, aos retos de coração.
v11. Não me calque o pé da insolência, nem me repila a mão dos ímpios”.

O que fora descrito nos versos 5-8 vira testemunho: “A vida, em contraste com a vida decadente dos ímpios nos versos 2-4“. A vida verdadeira dada por Deus: Luz, tudo o que resplandece e vivifica.

Somente na luz de Deus pode-se enxergar luz.

A benignidade de Deus permanece nos que conhecem a Ele. Conhecer, desfrutar de uma intima comunhão. A Sua justiça está nos que são retos de coração, ou seja: “Todo aquele que recebeu um novo coração, um coração regenerado” Ezequiel 36:26.
Os que realmente conhecem a Deus, oram para que Ele compartilhe sua própria natureza com eles (2Pe 1:3-4).
v11 – Pé e mão representam conquista e poder pessoal. Vivemos num mundo dominador, em que o próprio ego é o deus. Suas conquistas devem ser o centro de suas vidas, não há espaço para Deus, não há espaço para o que realmente importa, somente poder e mais poder. Não seu lar, as pessoas a sua volta, só o poder.

5v12: O ímpio e seu destino final

v12. “Tombaram os obreiros da iniqüidade; estão derruídos e já não podem levantar-se”.

Davi traz dramaticamente o dia do juízo divino. Aqueles que são de fato ímpios, já foram julgados e reprovados, não podem levantar. Isso justifica as palavras de Jesus em João 3:

v18 – Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
v36. Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

Mas… Somente Deus é o Manancial da vida. Ele é a fonte e o provedor de toda a vida. Ele é que sustenta ou tira o sustento quando lhe provém! (v9)

E lembre-se: “A escolha é o reflexo (da nossa reação) à revelação de Deus, e não o oposto“.

Soli Deo Gloria

PorDiego Antunes

PinturaPerugino, Consegna delle chiavi a Pietro, 1481-82, affresco; Roma, Vaticano, Cappella Sistina.

#37 Orem!

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“Como de costume, Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram. Chegando ao lugar, ele lhes disse: “Orem para que vocês não caiam em tentação”. Ele se afastou deles a uma pequena distância, ajoelhou-se e começou a orar. (…)” (Lucas 22:39-41)

Jesus como de costume retira-se para orar, só que desta vez seus discípulos o seguem. Podemos compreender nessa passagem registrada por Lucas v-39 ao v-46 que Jesus ensina a melhor forma de
Vencer a angústia, e de não cair nas tentações que nos surgem perante nossa caminhada.
O costume nesse tempo era que orassem de pé, mas Jesus nesse momento solene, mostrando reverencia, ajoelha-se e ora ao Pai! E se o próprio filho de Deus o faz, o porque não o faremos?!
É fato que isso não fará da oração mais poderosa, mas que de fato nos trará a lembrança que é “Deus” o soberano, e nós somos infinitamente inferiores a Ele, somos servos e Ele Senhor.
A realidade explícita que a passagem nos mostra, é a de que somos falhos, e costumamos dormir quando passamos por aflições, tentações, angustias, quando deveríamos orar:

“Por que estão dormindo?”, perguntou-lhes. “Levantem-se e orem para que vocês não caiam em tentação!”
(Lucas 22:46)

Devemos ouvir a Paulo também, que exortou a igreja de Filipos, por negligenciarem a oração, e ando angustiados:

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.
(Filipenses 4:6-7)

Pois irmãos, façamos o que nosso Senhor, Soberano Salvador Cristo Jesus pede aos discípulos, “Oremos” para não cairmos em tentação. E também o que Paulo pede aos Filipenses, Com oração e súplicas, e com ação de graças, apresentemos os nossos pedidos a esse maravilhoso e poderoso Deus, a quem nos abençoa sobremaneira, livrando-nos dos males.

Soli Deo Gloria

Por – Diego Antunes

Nosso canal: https://www.youtube.com/channel/UC3v1luNomir-yukR0pnBBwQ

– – – – – –  – –  – – –  –  –   Você que Pensa!  – – – – – – – – – – – – – – – 

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#36 Heresias não tão modernas assim

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Tenho presenciado ultimamente muitas pessoas isolando textos de seus contextos originais, para atenderem as suas particularidades.
Esses escarnecedores zombam da escritura ao fazerem dela chacota…
Tais pessoas não merecem ser chamadas Cristãs, pois elas deturpam a verdade e levam muitos outros com elas.

E pensando no bem estar da comunidade Cristã, é que escrevo este breve artigo.
Vamos ao Texto!

1Tm 1:9:

“Também sabemos que ela (a lei) não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas”.

Esse verso é bastante usado pelos falsários para afirmar que Cristo não estava sujeito a Lei, pois ela não era para os Justos, e como Cristo era Justo, a Lei não valia para Ele.

Pois bem… Esse verso não está afirmando tal disparate! Chega a ser idiotice pensar isso.

Basta-nos partir do início do capitulo e perceberemos do que realmente Paulo está se referindo no verso 9.

v3. Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas “pessoas” que não mais ensinem doutrinas falsas (…)

Podemos detectar nesse verso que na Igreja de Éfeso existiam pessoas que estavam ensinado “Doutrinas Falsas”.
E que eram contrarias ao Evangelho.

v4. e que deixem de dar atenção a “mitos e genealogias intermináveis”, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.

Vemos mais claramente que as falsas doutrinas estavam relacionadas com “mitos e genealogias intermináveis”.
Tais pessoas distorciam a própria lei.
v5. O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera.

Paulo deixa claro que a Falsa doutrina deveria ser combatida, mas que porém, o objetivo era o arrependimento de uma fé sincera!

v6. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis,

O desvio dessas coisas (boa consciência e uma fé sincera), era marcado por uma propensão as discussões de que nada se aproveitam.

v7. querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.

Tais pessoas que estavam ensinado uma falsa doutrina, queriam ser mestres da Lei porém, não a entendiam, o que causava falsas doutrinas.

E por fim:

v8. Sabemos que a Lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada.

Paulo fala da serventia da Lei… assim como Jesus em Mateus 5:17, Paulo creditava que a lei mosaica por sí só era um presente maravilhoso de Deus (Rm 7:12-13 e 16)

Podemos compreender melhor portanto, o v9, pois Paulo trata da lei como um fardo (Rm12) e não como impossibilidade de Cristo ter obedecido-a.

O padrão da Lei revela o pecado em nós, pois não conseguimos cumpri-lá e isso glorifica e exalta a Cristo, por ser Ele o único capaz de perfeitamente cumpri-la.

Obviamente o v9 não pode ser entendido como Cristo sendo isento de ter guardado a Lei… Isso em momento algum è abordado na Carta a Timóteo.
(Portanto assim, cai por terra tal afirmação arbitraria e falsa).
Portanto fujam dos falsos profetas!
(2Pe2:21)

Soli Deo Glória.

Por – Diego Antunes

– Pintura de Gregório IX aprovando os Decretais. Rafael, Stanza della Segnatura, Vaticano.

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#35 A Tradição sexual e o retrocesso de uma Cultura

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Atualmente presenciamos diversos exemplos (seja na mídia ou em bairros de nossa cidade), de uma cultura retrógrada, altamente dependente de padrões corruptos e fraudulentos.

Sociedade escrava de seus próprios desejos, pecados, e com problemas sexuais escancarados. Esta é cara de nossa sociedade.

Novidade? Obviamente que não!

Aproximadamente no ano “50 a 51 d.C.”, existia uma cidade conhecida como Tessalônica (atualmente conhecida como Salonica e considerada a segunda maior cidade da Grécia) que recebeu esse nome por causa da irmã de Alexandre o Grande.

Ela foi fundada aproximadamente em 315 a.C pelo seu marido, o rei Cassandro da Macedônia.

Nos tempos de Roma, ela foi sede do Governo provincial, tendo sido governada por cinco ou seis “oficiais da cidade”. A cultura Helenística era predominante na época, e tinha claramente um nítido contraste com os padrões bíblicos de moralidade, onde a infidelidade conjugal (ao menos para os homens), era a norma, como também o famoso culto a Cabiri, com apologia sexual em seus rituais.

Anos antes de escrever suas cartas nesse período, em sua segunda viagem missionária, o Apostolo Paulo e seus companheiros Silas e Timóteo, estiveram em Tessalônica, logo após os maus tratos sofridos em Filipos (1Ts 2.2).

Paulo pregou e debateu por três semanas (At 17.2). Em sua primeira Carta escrita a Igreja de Tessalônica, Paulo faz questão de lembrá-los qual era a vontade do Deus todo poderoso: “a vossa Santificação” (1 Ts 4.3a), deixando claro que a tradição na qual a cidade se encontrava era de fato obscurecida de entendimento.

Dando ênfase, Paulo continua ainda no mesmo verso: “que vos abstenhais da prostituição” (1Ts 4.3b), pois era esse o foco da cultura presente, a libertinagem.

Tais exortações são totalmente válidas para nossos dias, sabendo que a Tradição Sexual e libertina, que coloca o corpo como moeda de troca, ou até mesmo como objeto de Culto, não é nenhuma novidade, se não o retrocesso de uma cultura a velha e repetitiva prática promíscua que desagrada a Deus e cega os seus praticantes. – “Deus não nos chamou para a impureza, e sim a santificação” (1Ts 4.7).

#SoliDeoGloria

Por – Diego Antunes

– Pintura: Apóstolo Paulo em Éfeso. Maarten de Vos (1568) –

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#34 Crônicas de um Apologista

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Ao longo de uma simples e corriqueira caminhada ao por do sol, percebi três pessoas conversando – se é que podemos chamar de conversa – em alto tom de voz.

Aproximando-me deles pude perceber que se tratava de um debate sobre a importância de defendermos a nossa Fé em Cristo Jesus. Dois dos envolvidos argumentavam que Deus não precisa ser defendido por ser Infinito, Soberano, independente do homem e, portanto, não deveríamos perder tempo defendendo nem Ele nem a Escritura.

Já o outro argumentava que tal pensamento era errôneo e nocivo, pois somos chamados a dar razão da nossa Fé como está escrito em 1Pedro 3:15 que diz:

 

“Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”.

 

É coerente como Cristãos, dialogarmos visando o crescimento e edificação uns dos outros mantendo o respeito e preservando o amor sempre.

O ocorrido me levou a refletir a respeito do assunto, lembrando a importância da Apologética no nosso dia a dia, e que para isso necessitamos de um bom conhecimento bíblico. Muitos possuem preconceito com termos e com a sistematização de estudos, mal sabem eles que tais coisas servem para facilitar-nos na aprendizagem.

Longe do pragmatismo a Apologética é uma palavra que vem do latim tardio “apologetĭcus” derivada do grego “apologia” que significa “defesa verbal“. Podemos dizer que é “a ciência de defender a fé Cristã“, e o “Apologista” é todo aquele que a pratica. A palavra é usada aproximadamente oito vezes no Novo Testamento: At 22:1 – 25:16/ 1Cor 9:3/ 2Cor 7:11/ Fl 1;7,17/ 2Tim 4:16 e 1Pe 3:15.

Encontramos a Apologética também sendo exercida pelos Pais da Igreja, como Inácio de Antioquia (110 d.C.), Justino de Roma (156 d.C.), Policarpo de Esmirna (155 d.C.), Irineu de Lião (200 d.C), outros como Aristides de Atenas (130 d.C.),

Tertuliano (220 d.C.), que escreviam para os imperadores romanos. Ainda outros como Eusébio de Cesareia (340 d.C.), Atanásio (373 d.C.), Hilário de Poitiers (367 d.C.), Basílio Magno (369 d.C) e muitos outros da era chamada “Patrística“, foram Apologistas (defenderam a fé cristã).

 

A Própria Reforma Protestante ocorreu através de uma ótima Apologética, refutando as Heresias da Igreja Católica Romana, e isso mostra o quanto a Apologética é importante para a vida diária do Cristão. Através dela podemos responder diversas heresias que as seitas produzem e refutarmos as demais cosmovisões que se opõem a cosmovisão Cristã, Glorificando a Cristo o nosso único e suficiente Salvador.

 

Por – Diego Antunes

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